O mundo sofre com uma pandemia e várias personagens desfilam durante o enredo dessa ficção pós- apocalíptica.
Algumas vezes gostei, outras não. Eu explico: a idéia de
uma pandemia e do “fim do mundo” como a exposta pela autora foram boas, no
entanto as idas e vindas do texto, acredito, perdem um pouco no conteúdo. Tudo
nos é mostrado de várias formas, passado, presente, entrevistas, revistas, acontecimentos
soltos e que temos que por nossa conta juntar como um quebra cabeça. Não é
difícil, pelo contrário, mas achei que ficaram quase parecendo como se fossem
contos. As estórias estão ligadas e, ao mesmo tempo, não estão. Não me prendeu como
achei que prenderia e achei que ficaram muitas "pontas soltas" Até a estória dos quadrinhos fica meio perdida. Ainda assim tem lá sua agilidade mas não para
ganhar a nota máxima.
ESTAÇÃO ONZE
Emily St John Mandel
Editora Intrínseca